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Viseu: Museu Quartzo já aprovado pelo poder central versão para impressão enviar por e-mail
25-Ago-2006
O presidente da câmara municipal de Viseu esclareceu hoje que a construção do Museu do Quartzo já foi aprovada a nível do poder central, apesar de ainda não ter sido comunicada à autarquia a respectiva homologação.

 Fernando Ruas (PSD) afirmou quinta-feira que a construção do museu no Monte de Santa Luzia, em Viseu, vai ser entregue ao empreiteiro no dia 04 de Setembro, "mesmo que a homologação por parte do Ministério não chegue" entretanto.

 "Temos tudo aprovado e, como o chefe do gabinete do Ministério diz que a homologação é apenas um acto processual, vamos avançar", acrescentou Fernando Ruas.

 O autarca disse que a entrega da obra ao empreiteiro já foi adiada "por uma ou duas vezes, por uma questão de segurança", uma vez que o município de Viseu preferia avançar com a construção depois da homologação pelo Ministério, acto que formaliza a aprovação.

 A construção do Museu está prevista no Programa Operacional "Ciência, Tecnologia, Inovação", dependente do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES), disse Fernando Ruas à agência Lusa.

 Com a construção do Museu do Quartzo, a autarquia espera dar vida ao Monte de Santa Luzia, onde durante décadas existiu uma exploração daquele mineral, evidenciando as várias utilidades do quartzo, nomeadamente nos relógios e aparelhos de precisão.

 No dia 04 de Setembro, a obra será entregue ao empreiteiro - cuja identidade não foi ainda revelada - e que terá um mês para iniciar os trabalhos.

 A obra, com um investimento de um milhão de euros, é financiada na totalidade pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e contempla a construção do equipamento, recheio e documentação.

 O projecto inclui ainda alguns pormenores complementares, nomeadamente os arranjos exteriores, no sentido de aproveitar a lâmina de água existente.

 Devido à exploração mineira, o Monte de Santa Luzia tem uma grande cratera, que foi abandonada sem qualquer investimento na sua recuperação ambiental.

 Depois de tentativas para esbater o impacto visual provocado pela exploração, a Câmara de Viseu questionou Galopim de Carvalho, enquanto especialista e director do Museu Nacional de História Natural (MNHN), sobre o interesse geológico e museológico da massa de quartzos exposta.

 Neste âmbito, em Outubro de 1997 a autarquia e o MNHN celebraram um protocolo no qual era realçada a importância do Geomonumento de Santa Luzia e da criação do Museu do Quartzo, integrados na rede de Exomuseus da Natureza.

 No ano passado, Galopim Carvalho frisou aos jornalistas que "não há nada do mundo parecido" com o que será o futuro Museu do Quartzo, realçando a versatilidade deste mineral.

 O especialista explicou que, além da sua utilização nos relógios, tem outras aplicações industriais, nomeadamente "a química médica, a indústria farmacêutica, alimentar, das borrachas e do papel".

 Em aberto continua a possibilidade de uma entidade canadiana ligada aos quartzos apoiar o projecto de Viseu, mas só numa fase posterior, "numa altura em que o Museu estiver a funcionar".

 "Galopim Carvalho é o autor moral do projecto e espero continuar a contar com ele", afirmou hoje Fernando Ruas.

FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-8282898) 

 
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