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Portugal é o quarto país da Europa com mais mulheres investigadoras versão para impressão enviar por e-mail
09-Mar-2006
Portugal é quarto país da União Europeia que emprega maior percentagem de mulheres cientistas no ramo da investigação, de acordo com um relatório do Eurostat disponível na Internet. O relatório, sobre Ciência e Tecnologia, apresenta dados estatísticos, relativos a 2003, sobre a percentagem de investigadores a trabalhar na área de I&D (Investigação e Desenvolvimento) na União Europeia entre o total de empregados desses países.

Relativamente à questão da "ciência e género", o relatório destaca que entre os países da Europa dos 25, Portugal ocupa o quarto lugar no que respeita à percentagem de mulheres empregadas a desenvolver investigação científica. O estudo em causa "revela uma percentagem particularmente elevada de mulheres investigadoras nos países Bálticos - 53 por cento na Letónia e 48 por cento na Lituânia" - comparativamente aos homens.

No topo do ranking seguem-se a Bulgária, com 47 por cento, Portugal, com 44 por cento, e a Eslováquia, com 41 por cento. Luxemburgo, Alemanha e França ocupam os últimos lugares com uma baixa representação de mulheres investigadoras: 17 por cento, 19,2 por cento e 27,8 por cento, respectivamente. Em cerca de dois terços dos países europeus, a maior proporção de mulheres investigadoras trabalha no sector público, sendo que Portugal se encontra igualmente no topo no que respeita a esta matéria.

De acordo com o Eurostat, Portugal é o segundo país onde mais mulheres trabalham para o Estado (58 por cento), sendo ultrapassado apenas pela Estónia, com 59,5 por cento, e seguido da Letónia, com 55,5 por cento. Em contrapartida, apenas 29,7 por cento das mulheres investigadoras trabalham no sector empresarial em Portugal, enquanto que o Ensino Superior emprega perto de 46 por cento de investigadoras. Segundo informação disponível no "site" EurActiv, da União Europeia, as mulheres representam a maioria - 56 por cento - de licenciadas na Europa, mas apenas 25 por cento destas são formadas em engenharia. "A proporção de mulheres também diminui à medida que se olha mais para cima na hierarquia da carreira, especialmente em carreiras ligadas à indústria", acrescenta a informação.

Em termos genéricos, o "site" destaca que o relatório do Eurostat revela que a Finlândia é o país da União Europeia com maior percentagem de investigadores em I&D. Em 2003, 3,11 por cento de todas as pessoas empregadas na Finlândia eram investigadores activos, uma percentagem bastante acima da média da Europa dos 25, situada em 1,44 por cento. Portugal encontra-se bastante abaixo da média europeia, com 0,86 por cento de investigadores entre o total de empregados do país, situando-se nesta matéria entre os últimos países.

FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-7802739)
 
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