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Investigação em genómica de oliveira prevê inovação para viveiristas versão para impressão enviar por e-mail
21-Out-2009
A  novidade da abordagem de um projecto da Universidade de Évora pretende tornar a propagação vegetal de oliveira mais eficaz com a ajuda da Biologia Molecular. Esse projecto foi recentemente apresentado em conferências internacionais na Itália e em Portugal e atraiu a atenção da comunidade científica e tecnológica ligada à oliveira.

A partir desse projecto criou-se uma cooperação bilateral da UE com um grupo da Tunísia. A Cátedra EU Marie Curie recebe os investigadores da Tunísia em Outubro para a participação neste projecto inovador.


Este grupo está a organizar o próximo evento internacional, "Olivebioteq2009", em Sfax, Tunísia, e convidou a coordenadora do projecto, a investigadora, Profa. Birgit Arnholdt-Schmitt, para ser membro do comité científico do evento internacional.

As árvores de oliveira são normalmente propagadas pelos cortes de estacas tratadas com hormonas que induzem o crescimento de raízes adventícias na base das estacas. Após o desenvolvimento de raízes num substrato, as plantas podem ser transplantadas para terra e crescer em condições de campo originando novas árvores. Todo este processo parece fácil. Mas para os viveiristas de oliveira há um problema: a facilidade de enraizar depende do genóma da árvore. Infelizente, muitas vezes uma cultivar que tem um grande valor para a produção de oliveira com alta qualidade, como o cultivar português "Galega vulgar", não tem uma boa capacidade genética de enraizar com facilidade.

A ciência fundamental e aplicada da Biotecnologia/Biologia Molecular pode ajudar. Sabendo que a facilidade de enraizar depende da genética e também do indivíduo, isto já indica o caminho. É só identificar no genoma os factores responsáveis para essa diferença entre árvores. Uma vez identificado, o factor poderia ser usado como marcador para seleccionar árvores que mostram uma melhor capacidade para a propagação. Isto é a hipótese do projecto na UE.

A cientista que desenvolve, no grupo da Cátedra EU Marie Curie da UE, este projecto para o seu doutoramento, sob a orientação da Prof. Birgit Arnholdt-Schmitt e a co-orientação do Prof. Augusto Peixe é Elisete Santos de Macedo. A cientista brasileira já era capaz de identificar os genes de AOX da oliveira e encontrar polimorfismos nas sequências dos genes entre árvores. Também já mostrou que o enraizamento das plantas é ligado com estresse oxidativo e que AOX é envolvida no processo do enraizamento. A relação entre os polimorfismos em genes de AOX e a diferença na capacidade de enraizamento requer ainda validação, no entanto, os primeiros trabalhos desenvolvidos nesta área foram já aceites para publicação numa revista internacional www.eu_chair.uevora.pt/publications .

Fonte / Escrito por: Universidade de Évora

 
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