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Investigadores portugueses mostram como a força de um vírus também depende de cada um versão para impressão enviar por e-mail
11-Out-2008
Todos nós temos vírus lactentes, como se estivessem adormecidos no corpo. Por vezes, em determinado contexto, eles despertam e atacam-nos o sistema imunológico. Sobretudo, quando este se encontra deprimido ou em situações de fragilidade.

 Mas cada pessoa parece reagir de maneira diferente. Apresentando mais ou menos carga viral. Porquê? Um artigo publicado hoje na revista PLoS Pathogens pelos investigadores do Instituo de Medicina Molecular (IMM) da Faculdade de Medicina de Lisboa responde a esta pergunta

Os investigadores usaram ratinhos e um vírus herpes para mostrar como a força de um vírus também pode depender de nós. É que, de acordo com o estudo divulgado hoje, “o grau de severidade de uma infecção viral provocada por um vírus herpes depende de uma pequena região proteica viral que é reconhecida especificamente por células T (do sistema imunitário) dos indivíduos infectados”. Esta observação abre novas possibilidades para adaptar as estratégias terapêuticas aos doentes.

O estudo foi desenvolvido na Unidade de Patogénese Viral do IMM, em Lisboa, e contou com a colaboração de um investigador da Universidade de Cambridge, Reino Unido. Sabemos que quanto maior a carga viral, mais severa a infecção. Sabemos isso, por exemplo, quando falamos em doenças como as graves infecções virais persistentes que nos podem afectar, o VIH, os herpes e as hepatites B e C. O que ainda não conseguimos perceber é por que é que a carga viral varia tanto de pessoa para pessoa. Os autores do estudo recorreram a ratinhos e a um vírus herpes para tentar encontrar respostas e “compreender mecanismos moleculares subjacentes à patogenicidade das infecções virais persistentes”.

De uma forma simplificada, o que se passa é que à superfície das nas nossas células T temos receptores que reconhecem uma pequena região proteica do vírus. Porém, cada indivíduo faz este reconhecimento de forma diferente. Quando os nossos receptores funcionam e identificam esta pequena região do vírus, este é combatido. O contrário também é verdade, ou seja quando os nossos receptores “falham” o vírus ganha força. “Depende do nosso património imunológico”, resume ao PÚBLICO João Pedro Simas.

Trata-se de um “ conhecimento valioso”, nota o investigador sublinhando a importância de conhecer o ciclo de vida dos vírus e os seus pontos críticos nas células para os melhor poder combater.

Fonte / Escrito por: Público 

 
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